sobre
olá, eu sou o joão victor, mas pode me chamar de xuhlis, se preferir. seja bem-vindo ao meu cantinho.
eu vou começar sendo honesto com você, porque é assim que eu gosto de escrever e de viver. este blog nasceu de um ano pesado. em 2025 eu recebi o diagnóstico de transtorno bipolar e, no meio de todo esse processo, também perdi meu pai. foi um daqueles anos que reviram a gente pelo avesso, sabe? daqueles que te obrigam a parar, respirar fundo e reaprender a viver mais devagar.
o xuhlis é filho desse reaprendizado. entre as planilhas do trabalho, a rotina corrida de são paulo e a faculdade, eu senti que precisava de um espaço que fosse só meu. um lugar sem cobrança, sem pressa, onde a única métrica de sucesso fosse a quantidade de chá na xícara e a página do livro que eu conseguisse virar no fim do dia.
foi aí que caiu a ficha de uma coisa: os livros, os mangás e o meu caderno sempre foram o meu refúgio. nos dias em que a cabeça pesa, e com a bipolaridade esses dias existem, é neles que eu me ancoro. um mangá que aquece o peito, um livro que me desidrata de tanto chorar, o barulhinho da caneta preenchendo o bullet journal. são coisas pequenas, mas são elas que me trazem de volta pra mim.
então é sobre isso que eu escrevo aqui. sobre o que ando lendo (com nota sincera e sem spoiler feio), sobre saúde mental sem romantizar a dor, sobre a arte de romantizar o simples e sobre os bastidores dessa vida meio caótica. tem os cafés virtuais que eu construía no habbo e as fazendas que eu cuido hoje no stardew valley. tem as tintas de aquarela secando na mesa. e tem, claro, os meus 8 gatos (sim, oito, e todos resolvem exigir colo bem na hora que eu abro um livro).
no fundo, tudo por aqui gira em torno de uma crença só: dá pra construir uma vida bonita com pouco dinheiro e uma cabeça difícil. dá pra achar beleza no imperfeito, no torto, no que a gente tem. não porque a dor não exista, mas porque a beleza também existe, e ela costuma morar justamente nos detalhes miúdos do dia.
2026 e os próximos anos, pra mim, são anos de reconstrução. de arrumar a casa por dentro e por fora, um passo de cada vez. e eu quero muito que você me acompanhe nesse processo, que a gente possa desacelerar junto e transformar o comum em algo bonito.
então pega uma xícara, escolhe um canto confortável e fica à vontade. aqui a gente não tem pressa.